O minimalístico NanoPi Neo

Eu gosto demais de hardware minimalista. Um hardware minimalista tem um propósito específico e muitas vezes as pessoas se induzem ao engano por fazer comparações que não deveriam ser feitas. Por exemplo, comparar o NanoPi ao Raspberry Pi 3; elas tem propósitos diferentes. Dito isso, apresento em seguida esse belo brinquedo for makers.

Características

A NanoPi Neo tem uma CPU Allwinner H3 quad-core Cortex-A7 com clock de até 1.2GHz. Disponível em 2 modelos, pode ter memória DDR3 de 256 ou 512MB. Possui uma interface fast ethernet e um USB host tipo A (aquele grande em pé ao lado da porta ethernet). Roda Linux no cartão MicroSD da mesma forma que um Raspberry e a porta MicroUSB OTG para entrada de alimentação.  A porta serial de debug é utilizada de forma similar a uma conexão entrante de qualquer protocolo; é mais do que a serial do Arduino porque você tem acesso ao sistema operacional. Nos GPIO inclui UART,SPI,I²C, I/O etc.

As dimensões da board são de 4×4 cm e a alimentação ideal é 5V@2A. Roda u-boot e UbuntuCore, mas já tem outras versões que rodam nela.

Descrição
Descrição

Pinout

Na barra de 24 pinos temos os GPIO comuns, conforme descrito na tabela abaixo:

NanoPi pinout
NanoPi pinout

E na barra  de pinos do lado oposto (para a versão 1.0) o pinout para USB/Audio/IR:

Barra de 12 pinos
Barra de 12 pinos

A UART0 tem a seguinte ordem:

UART0 pinout
UART0 pinout

Atente-se ao detalhe de que SYS_3.3V é saída, enquanto VVDD_5V é entrada e saída, depedendo da alimentação. Todos os pinos são 3V3@5mA, portanto não tente ligar um LED neles, exceto os esteja utilizando como GND.

Preparar o cartão com o sistema para o NanoPi Neo





Particularmente, prefiro o Armbian como sistema, o qual você pode baixar nesse link.  Não sei por quanto tempo esse link pode estar disponível, mas tem outro sistema aqui. De qualquer modo, recomendo o Armbian, caso esteja iniciando a partir desse tutorial.

Após baixar o sistema escolhido (existem duas versões do Armbian disponíveis; Jessie e Xenial – Baixei o Jessie),  descomprima-o e transfira-o para o micro SD:

Claro, você deve apontar para o dispositivo correto. Provavelmente /dev/sdb, se só tiver o HD e o cartão inserido em um adaptador USB etc. Para saber seu dispositivo, basta digitar ‘dmesg’ antes de inserir o dispositivo e novamente ‘dmesg’ depois de inserí-lo. Eu sugiro um bom cartão. Para esse artigo, utillizei um Samsung EVO 32, da imagem abaixo:

Ótima opção para embarcados
Ótima opção para embarcados

O primeiro boot deve levar aproximadamente 3 minutos e em seguida haverá um reboot de aproximadamente 1 minuto, que é o tempo necessário para que sejam feitos os devidos updates e a criação de uma área de swp para emergencias.

Um boot normal com DHCP leva em torno de 35 com um cartão classe 6.  Durante o processo de boot, você verá diversas condições do LED verde e azul. Parece bobo, mas coloquei um video com os estados dos LEDs porque nesse primeiro momento você pode não ter nada conectado e pode ter a impressão de que “algo saiu errado”.

Primeiro login

Você pode colocá-lo em rede e então iniciar uma sessão ssh com o usuário ‘root’ e senha ‘1234’. O primeiro login lhe orientará na mudança da senha. Daí também lhe srá questionado por um usuário, para que não fique interagindo diretamente como root. A partir daí, é só se divertir. Em outro post mostrarei algumas brincadeiras com ele, esse era só a apresentação mesmo.

A tela do primeiro login:

NanoPi - Primeiro Login
NanoPi – Primeiro Login

E o video dos primeiros passos:

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Próximo post a caminho!

 

 

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.