IPV6 – Pequena introdução

IPv6

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Já com o esgotamento do IPv4 e a lenta implementação do IPv6 o artigo que escrevi em 26 de Outubro de 2004 faz-se tão atual como se fosse de ontem, então procurei o link para poder reaproveitar a informação. O link original do post é este, mas para garantir que não vou perdê-lo, vou republicá-lo apenas na parte que trata de IPV6. O post original falava do lançamento do Mandrake 10.1, que (ao que me lembro) foi a primeira distribuição a sair com IPV6 por default.

Não é novidade também, mas como vi há pouco tempo na capa de uma revista a liberação oficial do ipv6, decidi fazer uma simples configuração de ip em minha placa de rede. Para tal, vasculhei a máquina em busca de algum documento que pudesse me orientar; nada encontrei no modo de busca tradicional, onde usei urpmi ipv6. Apenas instalou-se o xinetd-ipv6 (claro, necessário), mas não havia até então uma documentação que pudesse me orientar na configuração básica. Acabei vasculhando dentro dos pacotes, criando uma espécie de db, seguindo o procedimento:



Alternando X ao respectivo numero de CD, excluso a primeira mídia, já que escreve-se apenas main em sua pasta de rpms. Alterar também o final 1 para 2 e 3, respectivamente.
Depois disso, use o comando:

Encontra-se no CD uma documentação ampla (mas não completa) sobre ipv6, que é um howto em inglês. Esta minha explanação é apenas para mostrar alguma coisa sobre ipv6 e não é um tutorial de rede, portanto, se você já conhece ipv6, pule essa parte.
O documento está no pacote howto-html-en (apenas chame-o com urpmi) e o caminho para a pasta é /usr/share/doc/HOWTO/HTML/en/Linux+IPv6.

O protocolo IPV6 é composto por até 39 caracteres, tem 128 bits de comprimeto e tem a seguinte notação:
2^128-1: 340282366920938463463374607431768211455

Ele é representado em hexadecimal:
2^128-1: 0xffffffffffffffffffffffffffffffff

A representação é feita com dois pontos como separador a cada 16 bits:
2^128-1: ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff

Para simplificação, a direção de zeros pode ser omitida:
3ffe:ffff:0100:f101:0210:a4ff:fee3:9566
3ffe:ffff: 100:f101: 210:a4ff:fee3:9566

Uma representação de 16 bits preenchidas com zeros pode ser “::”, mas não mais de uma vez.

Apenas menciono esses detalhes para que haja uma compreensão mínima desse protocolo que, apesar de “novo”, é o futuro próximo e certo dos endereçamentos ip.
No caso, fiz uma configuração ipv4-to-ipv6, usando o ip 192.168.0.1 na forma hexa, com a ajuda de ifconfig:
ifconfig eth0 inet6 add 2002:c0a8:0001:5::1/64

O programa ipv6calc é um programa de conversão para auxiliar na configuração, mas para passar um endereço ipv4 para ipv6 pode-se usar o kcalc, digitar separadamente cada parte do endereço ip e depois convertê-lo para base hexadecimal ou, fazer a conta manualmente:
base decimal:
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
base hexadecimal:
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F

16^0 =1
16^1 = 16
16^2 = 256

Em binário:
11000000.10101000.00000000.00000001

O valor máximo de 4 números binários é 15, portanto pode-se separar de 4 em 4 esse endereço de rede e e substituir seu valor pela representação em hexa:
1100 = 8+4 = C
0000 = 0 = 0
Então: 192 = C0, ou 12×16
1010 = 10 = A
1000 = 8
Então: 168 = a8, ou 10×16+8
0 é 0 e 1 é um mesmo. :-)

Pretendo posteriormente escrever um artigo bem elaborado sobre ipv6. Aqui estou apenas mostrando ipv6 em Mandrake, além de que tenho apenas 1 cpu (caso alguém queira doar uma CPU velha, ficarei muito grato e escreverei rapidamente um artigo sobre como configurar redes com ipv6, incluindo firewall).

Para experimentar:
ping6 ::1 para localhost ou
ping6 2002:c0a8:0001:5::1 para o ip configurado manualmente

Um scan…
nmap -sT -6 2002:c0a8:0001:5::1



Mas entre outros, é necessário que se tenha o módulo ipv6 carregado, em /etc/sysconfig o arquivo network precisa receber uma linha ( descrito no arquivo /etc/sysconfig/network-scripts/ifup-ipv6). Também se encontram parâmetros essenciais nesse arquivo. E quanto ao firewalll, uma parte superficialmente negativa – não está contido em nenhum dos primeiros 3 cds o iptables-ipv6, que é fundamental para configuração de regras com ipv6 (salvo a possibilidade das funções ipv6 estarem contidas no iptables, mas não testei). Na documentação citada anteriormente existem algumas dicas básicas.

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Próximo post a caminho!

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.

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