Banana Pi M3 – Tá ruim, mas tá bom.

Banana Pi M3
Banana Pi M3

Esse post é só pra mostrar pra vocês meu tesourinho (a Banana Pi, nesse caso) e falar de algumas pontualidades que emergiram logo após abrir a caixa de pandora. Esse será o terceiro video pendente, então é provável que eu passe um ou dois dias sem escrever nada para finalizar a edição dos videos (confesso que não gosto, mas é um mal necessário para o blogger).

Apresentação da Banana Pi M3

Essa board não pode ser comparada a nenhuma outra board em relação à economia e provavelmente, nem a recursos. Digo isso porque essa board tem características muito específicas e dispõe de todos os recursos das outras Pi, entre outros mais.

A Banana Pi é uma board ARM Octa-Core com 2GB de RAM! Incrível? – Então espere – Ela possui uma interface ethernet Gigabit! Uma board para IoT com ethernet Gigabit!

Achou pouco? – Ok, vamos aos demais recursos.




Ela possui apenas 2 portas USB, mas possui uma porta SATA (!), WiFi, Bluetooth LE e claro, a porta HDMI. Dos sistemas operacionais, roda Android, Lubuntu, Ubuntu, Debian, and Raspbian – Raspbian é a que utilizo sempre.

Uma coisa que não me agradou muito foi a micro-usb OTG, porque a alimentação ficou por conta de um conector jack. E por falar em alimentação, ela possui um botão de reset e um de power.

Já seria espetacular se parasse por aqui, mas a placa tem a pachorra de incluir 3 LEDs; R,G,B. Ah, também possui um receptor IR. E um microfone. E conector para antena WiFi, caso deseje maior alcance. De resto, as tradicionais conexões para display DSI e câmera CSI – Nada de RCA.

Ops; quase me esqueço – 8 GB de eMMC e um botão para uBoot. Percebeu como a diversão vai longe? Então aguenta, coração!

Essa board é um espetáculo, por isso precisarei escrever mais que 1 artigo sobre ela (na verdade, já anotei mais 6 posts de coisas interessantes), mas por hoje apenas a apresentação.

Alimentação

A recomendação é de 5V com no mínimo 1.8A. Digo ‘mínimo’ porque tem um problema físico relacionado ao consumo excessivo de corrente que acaba causando uma falha de alimentação (diodo 1N5819, SO-123). Não consuma demasiadamente pelas portas USB e apesar de disponível, evite a SATA (conselho paranóico que pode preservar a vida da board).

Existem 2 modelos dessa board e com processadores diferentes. Além disso, uma é energizada por uma micro-usb e a outra (a minha) é energizada por um conector de fonte de rádio-relógio. Já chuto o pau da barraca logo; pra que fazer uma placa com esse tipo de conector? Fora isso, o tamanho desse conector é  uma droga, demorei dias e dias pra achar uma fonte, comprei várias pelo mercado livre, comprei em loja virtual e por último, saí pra passear com a board no bolso em busca de uma fonte que coubesse. Sem estórias; entrei em uma lojinha de um amigo japonês que trabalha com INDUSTRIA e entre os acessórios de frente de loja não havia nenhuma fonte que servisse. Porém eis que de dentro de uma caixa empoeirada ele saca um cabo que parece uma hidra para carregar diversos tipos de celulares e então, lá estava entre as cabeças da hidr… digo, entre os modelos de conectores, o tão desejado pino que alimenta a BPi. Mas era só o cabo USB-Terminador. Ainda bem que eu comprei uma supimpa, megablaster, estratosfódica e magnífica fonte para 4 USBs com 4.8A! Isso mesmo, 4800mA !!!! Estou estupefato com o arranjo, mal pensava que poderia ter uma alimentação desse nível! Hum? Quer saber onde comprei essa fonte? Foi nessa loja aqui (pode fazer compra fisica também, esse link é direto pra fonte).

GPIO

Fora seus 40 pinos compatíveis com Raspberry Pi, ela possui mais 3 pinos, relacionados a mais uma serial (Tx,RX,GND).

O pino 1 está marcado com um seta silkada, ficando do lado oposto das portas USB. Kibei algumas imagens do Google images com todo o amor para este post:

Disposição
Disposição
BPI M3 Pinout
BPI M3 Pinout

A apresentação do board, à esquerda mostra todos os recursos que ela oferece. à direita, estão dispostos os pinos.

Os pinos serial disponíveis próximo à porta ethernet estão descritos como ‘debugging TTL UART’. Confesso que é meu primeiro contato com essa board e farei mais artigos a respeito, mas não vou estudar todos os recursos nesse primeiro momento, pois estou ansioso para vê-la ligada.

Um problema que me deparei foi em relação à alimentação, já que o mais comum hoje em dia é encontrar carregadores que prestam e esses de tablet são uma farsa, mesmo os originais. Discorri a respeito nesse outro post onde recomendo uma outra fonte mais simples e um pouco mais barata.

Seguindo com um boot tradicional do Raspbian, já dá pra sentir o coração palpitar no momento da descompressão do kernel para a memória, vendo 8 núcleos paramentando a parte superior do video, de forma tão encantadora (e torta)!


BPi - 8 núcleos
BPi – 8 núcleos

Download

Já que comecei o artigo de ponta cabeça, vou aproveita o momento de distração e inserir aqui o link para download de imagens próprias para o Banana Pi:

http://www.bananapi.com/index.php/download?layout=edit&id=90

Você tem a opção de baixar por baidu (eca) ou diretamente do Drive do Google. Aí nesse link você encontra diversas imagens diferentes e interessanes, talvez fosse melhor se eu tivesse experimentado um Ubuntu, verei para o próximo post se vale a pena algo diferente.

Boot pelo SDCard

Merece um titulo, uma vez que o boot pode ser feito por uBoot na Banana Pi ou por rede. Farei uma demonstração de ambos os modos em breve. Pelo modo tradicional, fiz o dump para o sdcard como o faria em uma Raspberry Pi:

Por favor, aponte o caminho absoluto para sua imagem em substituição ao exemplo anterior. Do mesmo modo, aponte para o dispositivo real que deseja gravar a imagem. Não é necessário formatação prévia do sdcard porque o dd sobrescreverá tantos setores quanto necessários forem para comportar a imagem do sistema, depois do boot você pode expandir o sistema de arquivos pelo programa de console raspi-config (sudo raspi-config).

Ao término, encaixe o cartão no slot com os contatos voltados para cima – e digo assim de passagem, o slot do sdcard da Banana Pi é bem melhor do que o slot do Raspberry Pi. Terminado o processo, sinta-se à vontade para ligar a board.

Primeiro login

Como no Raspberry Pi, o usuário da Banana Pi é pi. Diferencia-se apenas a senha que é:

Tchan-nam! “bananapi”.




Como você pode ver na imagem de minha TV de 42 polegares, a imagem está fora de posição. Isso significa que necessita de ajustes (óbvio).

Enfim, para um próximo post pretendo mostrar a configuração para um boot por HD SATA, alguma coisa também com u-boot e o clássico beacon, agora preciso resolver essa questão do posicionamento de tela no primeiro boot. Então, prometo uma série de posts a respeito, é só acompanhar.

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Próximo post a caminho!

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.

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