5 – Eletrônica digital com Arduino – Introdução à linguagem C, parte 1

Particularmente, penso que a programação é a parte mais divertida de qualquer tarefa, seja robô físico ou robô de rede, ou daemons de qualquer tipo de serviço.

Não vou recitar os primórdios da linguagem e nem filosofar sobre o primeiro compilador do mundo, mas vou tentar abranger o máximo possível para que não falte informações necessárias para amadurecimento dos conceitos para quem nunca programou.

Basicamente, a estrutura inicial do código em C que utilizaremos é assim:

#cabeçalho

corpo(){
codigo;
codigo;
…;
}

O cabeçalho é onde se inclui as bibliotecas. Bibliotecas são conjuntos de instruções para executar uma determinada tarefa. Fazendo uma analogia com a vida real, suponha que um engenheiro queira projetar uma mola. Ele precisa de um livro que explique sobre “resistência de materiais” e uma tabela das proporções para fazer a mola. Então desse modo será exigido menos esforço para chegar ao objetivo, pois não envolverá pesquisa; as instruções estão prontas no livro. O resultado seria algo como:

#resistencia de materiais
#tabela de proporções

corpo(){
resistencia de materias: …fórmulas…;
tabela de proporções: ferro gusa N, estanho N, carbono N = aço de resistência X;
}

Isso resultaria no objetivo mola.

Um exemplo agora de programação real que exibe na tela um ‘Olá mundo’:

1 #include <stdio.h>
2 void main(){
3 printf("Hello Worldn");
4 }

A linha 1 descreve a biblioteca de instruções que deverá ser utilizada. No caso stdio.h, que significa standard in/out, ou em português, entrada e saída padrão. É a biblioteca mais básica para iniciar um código em C.

A linha 2 declara a parte principal do código; o corpo. A palavra main é justamente “principal” em português, que é o código que será executado quando o programa for compilado e executado.

A linha 3 é o que exibirá a mensagem na tela. O comando ‘printf’ significa ‘imprimir formatado’. Esse comando é uma instrução da biblioteca stdio.h.
Esse comando é chamado função. Quando se utiliza uma função, deve-se utilizar os parênteses após sua chamada. No caso do printf, deve-se utilizar as aspas dentro da função para que ela reconheça que se trata de um texto. O ‘n’ no final da mensagem é para pular de linha. Todos esses detalhes serão explanados mais adiante.

Tudo o que pertence ao main deve estar dentro de ‘{‘ e ‘}’. Dessa forma o compilador sabe que aquele conjunto de instruções escrito entre chaves pertence ao main. Isso é chamado de ‘bloco de código’ – no exemplo, nosso bloco de código possui apenas a função printf da stdio.h.

Para podermos transformar nosso código em um programa é necessário o que chamamos ‘compilador’. O compilador é um programa que compreende o que desejamos conforme descrito no código e gera o programa conforme as instruções que lhe passamos. Então, será necessário que se tenha uma IDE para programação em C. Existem diversas, você pode pesquisar a sua preferida, mas eu recomendo o codeblocks, que é cross-plataform.

No próximo post falaremos sobre variáveis, seus tipos e assim poderemos iniciar códigos simples, compilação do código e testes com nossos primeiros programas.

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Djames Suhanko

Djames Suhanko é Perito Forense Digital. Já atuou com deployer em sistemas de missão critica em diversos países pelo mundão. Programador Shell, Python, C, C++ e Qt, tendo contato com embarcados ( ora profissionalmente, ora por lazer ) desde 2009.

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